tpreludio_8_paris.docApresentação

A Internacional dos Fóruns do Campo Lacaniano (IF) confedera as atividades dos Fóruns do Campo Lacaniano. Os Fóruns encontram sua origem mais remota na dissolução da Escola de Lacan, a EFP, em 1908. O principal objetivo dos Fóruns é sustentar uma Escola de Psicanálise que permita assegurar o estudo da psicanálise e orientar sua prática. A Escola foi criada em Paris, em dezembro de 2001, por ocasião do segundo Encontro internacional dos Fóruns.

Os Fóruns velam por assegurar a repercussão e a incidência do discurso analítico no nosso tempo, por manter as conexões com as instituições de saúde, com as práticas sociais e políticas que se defrontam com os sintomas da nossa época, e os laços com outras praxis teóricas (ciências, filosofia, arte, religião) que implicam o sujeito.

A Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano (EPFCL), orientada pelo ensino de Freud e de Lacan, tem por objetivo específico o retorno às finalidades da Escola de Lacan: apoiar a elaboração e a transmissão da psicanálise, a crítica de seus fundamentos, a formação dos analistas, a garantia de sua qualificação e a qualidade de sua prática.

A IF-EPFCL está, portanto, em relação com as Formações Clínicas do Campo Lacaniano, especificamente, os Colégios Clínicos cujo ensino se consagra à teoria da clínica analítica, para interrogar seus fundamentos e seu alcance prático. 

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Publicações:

Anais do XI Encontro da EPFCL / AFCL - Brasil. clique aqui
 

WUNSCH - Boletim Internacional da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano: 

Número 10 - (Segundo Encontro Internacional da Escola - Roma, julho de 2010).

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Endereços eletrônicos:

www.campolacaniano.com.br ou www.epfclbrasil.com.br


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STYLUS: REVISTA DE PSICANÁLISE

Vendas e informações nos Fóruns,

pelo e-mail: revistastylus@yahoo.com.br  ou pelo site www.campolacaniano.com.br

 

  R$ 20,00 + taxa de correio (números 01 ao 19)

R$ 30,00 + taxa de correio (números 20 e 24)

                                 R$ 35,00 + taxa de correio (número 25)

 

25. A lógica da interpretação II

24. A lógica da interpretação

23. A política do sintoma II

22. A política do sintoma
I

21. Corpo e Inconsciente II

20. Corpo e inconsciente

19. Alíngua e o Inconsciente real

18. O tempo na psicanálise II

17. O tempo na Psicanálise

16. Família e inconsciente II

15. Família e inconsciente

14. Amor, desejo e gozo

13. Gozo: modalidades e paradoxos

12. De que escolhas e impasses padece o sujeito?

11. As escolhas do sujeito no sexo, na vida e na morte

10. Saber-fazer com o real da clínica

09. Trauma e fantasia

08. Sujeito e gozo

07. Versões da práxis psicanalítica

06. Angústia e sintoma

05. O real da clínica

04. O que se espera de um psicanalista? *

03. Lacan no século

02. Escola: tempo de elaboração *

01. O passe: uma experiência brasileira

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Apresentação

“A causa do desejo e suas errâncias” é o tema do XIV Encontro Nacional da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano - Brasil, que será realizado em Belo Horizonte nos dias 25, 26 e 27 de outubro de 2013, simultâneo à VII Jornada do FCL-BH. Nesse ano, temos como convidada internacional Colette Soler, conhecida por seu estilo de transmitir a psicanálise e uma leitura sempre rigorosa e criativa do ensino de Lacan.

Privilegiar a questão do desejo nessa época, marcada pelos efeitos do discurso capitalista: utilitarismo, consumo exacerbado, imediatismos terapêuticos e todos os objetos e práticas criados como formas de “solucionar” o desejo, é interrogar de imediato os efeitos desse discurso sobre o sujeito, colocando em causa sua hiância constitutiva.  Essa conjunção entre oferta excessiva e “satisfação” do desejo gera um excesso que, como sabemos, faz laço a um gozo desenfreado, na qual o desejo é elidido.

 Em “Subversão do Sujeito e Dialética do Desejo” Lacan acentua que “a castração significa que é preciso que o gozo seja recusado, para que possa ser atingido na escala invertida da Lei do desejo”.  Isso inclui uma falta e uma perda inerente à entrada do sujeito na linguagem, inaugurando um vazio incômodo de abordar, um saber que não se sabe, um sujeito que não é senhor de seu desejo e inconsciente de sua causa. É isto que a descoberta do inconsciente atesta: que cada sujeito estrutura sua relação particular com o desejo, relacionando-o ao desejo do Outro, enigmático, ao qual se deve alienar.

 Esse tema é, portanto, caro aos analistas que devem sustentar com seu próprio desejo cada análise que conduzem, respeitando as vias singulares pelas quais o desejo se articula e sua aliança com o gozo. Tudo isso evidencia que, na direção do tratamento, não há solução que possa ser “para todos”. Não há como sustentar uma análise sem seguir as vias do desejo, seus pontos de entrave com suas fixações e suas errâncias, onde reside também um real inominável. Se o desejo não se sustenta com seus pontos de falta, imperam as errâncias, soluções errantes, via da alienação de sua própria causa que surgem na clínica pela queixa e uma repetição alheia ao sujeito. Se o desejo do neurótico é errante em suas formas de insatisfação, prevenido e impossível, o desejo do psicanalista é, por outro lado, decidido e advertido das soluções que fecham o caminho ao inconsciente. Decidido, na medida em que consentiu em ser, ele próprio, assimilado ao objeto a como causa do desejo, não se deixando encantar pelo resplendor narcisista das ofertas que enchem os olhos, mas calam o desejo.

Até outubro, serão sobre estas questões que todos os Fóruns da EPFCL-Brasil estarão debruçados. Estão todos convidados ao trabalho! 

Delma Fonseca Gonçalves
Diretora da Comissão de Gestão da EPFCL-Brasil (2013-2014)

Prelúdios

  Prelúdio 1 - Eliane Schermann: A Causa do Desejo e suas Errâncias.

Prelúdio 2 - Cristian Dunker: "Édipo em Colono" um paradigma para a Errância do Desejo.

Prelúdio 3 - Antônio Quinet: O Desejo entre Errâncias e Acertâncias.

Prelúdio 4 - Jairo Gerbase: A Clínica do Excesso

Preludio 5 - Angela Mucida: Mal-estar, acontecimento, sintoma e desejo.

Prelúdio 6 - Angela Costa: O sujeito suposto saber: consequências na clínica.

Prelúdio 7 - Sônia Albert: Errâncias

Prelúdio 8 - Elizabeth Miranda: Freud e o Nascimento do Desejo

Prelúdio 9 - Andréa Fernandes: O desejo do analista.

Prelúdio 10 - Dominique Fingermann: Ética da Repetição e a Extravagância do Desejo.

Prelúdio 11 - Colette Soler: O Desejo sem Metáfora.

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VIII Encontro Internacional

dos Fóruns e IV Encontro Internacional da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano


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Apresentação

É um fato conhecido: o desejo não se satisfaz tão facilmente. A observação nos ensina suas voltas e desvios na perseguição de um objeto que se desvanece no instante mesmo de sua captura. Porém porque tanto estorvo por um simples assunto de prazer?

Freud reconheceu na tragédia de Édipo o obstáculo à satisfação completa do desejo: a inspiração amorosa que se apodera de um organismo imaturo. A cultura, com suas proibições, brinda seu alcance simbólico a esta impossibilidade primeira. Os desejos, cujos objetos estão fixados desde a infância e não concordam bem entre si, fazem assim sua regulação na lei. Ela desrealiza estes objetos e por sua permanência, eterniza o desejo em sua indestrutibilidade, inclusive no sonho, à altura da evanescência que o realiza.

Lacan referiu esta indestrutibilidade à lei do signifi cante e mostrou o lugar determinante da linguagem na constituição do desejo, deslocando o paradoxo de um objeto que perde seu valor logo que possuído àquele de desejo incompatível com a palavra que, não obstante, o suporta.

Mais além das falhas do desejo, há que se reconhecer seus sucessos. Raramente tomam o aspecto de uma performance e, frequentemente, deslizam no sofrimento do sintoma, satisfação paradoxal. Nesse nível, a psicanálise pode intervir para liberar o prazer nos campos já identifi cados por Freud, o amor e o trabalho. Uma psicanálise pode permitir ao sujeito descobrir que é um diretor de uma vida, a sua própria, e o temor de não ser mais que uma marionete não faz senão confundi-la. Com efeito, nunca há uma interpretação unívoca de um texto, porque seu sentido vem do fantasma.

Lacan não mencionou, de maneira deliberada, o autor como horizonte ideal de uma psicanálise. No entanto, o texto inconsciente forma e afeta o ser falante tanto como as interpretações que pôde e pode formular enquanto sujeito; esse texto é o que o sujeito tem de mais real e, em consequência, o mais singular. Assim, Lacan depois de ter limpado, com cuidado, a estrutura do desejo em seu vínculo com o Outro simbólico, temperou sua promoção em proveito de uma interrogação sobre o gozo.

Com efeito, o simbólico e o imaginário que determinam o desejo e suas vias, não deixam de estar vinculados com um real, o qual não se reduz a sua impossível unifi cação. Lalingua, fora da cadeia, revela aí sua presença e sua dimensão causal, e conduz a reconsiderar o que identifi ca um falasser.

O Nome-do-Pai encontrará, então, uma nova defi nição: onde o ato de nominação faz signo de um desejo, quem o recebe e aceita, pode fazê-lo funcionar.

Esse avanço, que dissocia o desejo de toda representação autorizada, tem consequências maiores, também na psicanálise, em sua experiência e sua transmissão, bem como na leitura dos fenômenos da época. Ainda estamos fazendo o inventário dessas consequências quanto a primeira, em particular com a formulação lacaniana do fi nal de análise pela identifi cação ao sintoma; não obstante, a época não nos esperou para proceder a tal dissociação, correntemente atribuída ao declínio do pai, quando, em realidade, esse declínio conduzia ao poder coletivizante dos grandes signifi cantesmestres que regiam a sociedade nos tempos de Freud. Podemos constatar que esta mudança não facilita a vida dos sujeitos, que nem sequer dispõem do recurso de opor-se a estes ideais, dada sua pouca consistência.

Quais podem ser, então, as formas do desejo que o sujeito moderno há de inventar, com seus impasses, outros tantos sintomas, no momento qualifi cados de novos? O laço entre o real do significante e o imaginário do corpo sexuado, ao haver se distendido, inclusive quebrado, repercute nos laços amorosos, sexuais, familiares. Nesse contexto, como podem os psicanalistas sustentar seu desejo para fazer-se interlocutores dos sofrimentos que os acompanham?

Marc Strauss

Prelúdios

Prelúdio 1 - Cora Aguerre

Preludio 2 - Sidi Askofaré

Prelúdio 3 - Andréa Brunetto

Prelúdio 4 - Patrick Barillot

Prelúdio 5 - Carmine Marrazzo

Prelúdio 6 - Martine Menès

Prelúdio 7 - Sônia Alberti

Prelúdio 8 - Marcelo Mazzuca

Prelúdio 9 - Albert Nguyên

Prelúdio 10 - Sílvia Migdalek

Prelúdio 11 - Antônio Quinet

Prelúdio 12 - Claude Léger

Prelúdio 13 - Manel Rebollo

Prelúdio 14 - Ricardo Rojas

Prelúdio 15 - Beatriz Zuluaga

Prelúdio 16 - Susan Schwartz

Preludio 17 - Colette Soler

 








































 
 

Endereço: Centro Empresarial. Rua Alagoas, 196. Tel (067) 3326-9617

                                                                                                                                    By Fabiane Melo

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